A proibição de produto para alimentação animal em todo o Brasil acendeu um alerta máximo para médicos veterinários, zootecnistas e responsáveis técnicos. O Sistema CFMV/CRMVs, em alinhamento com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), determinou a suspensão imediata do uso e da comercialização de quebrado e quirera de arroz fabricados pela empresa Kometudo Alimentos Ltda., após a constatação de riscos graves à saúde animal.
Por que o produto para alimentação animal foi proibido
A decisão segue o Ofício-Circular nº 51/2025, do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa/Mapa), e tem caráter cautelar, abrangendo todas as datas de fabricação. A medida foi adotada após fiscalização identificar irregularidades que comprometem a segurança sanitária.
Irregularidades encontradas na fiscalização
Entre os principais problemas apontados estão:
- Ausência de registro do estabelecimento para produção de alimentação animal
- Indícios de comercialização de resíduos de limpeza de arroz, matéria-prima não autorizada
- Presença de sementes de plantas tóxicas, com alto potencial de danos à saúde animal
Diante desse cenário, o Mapa reforça que o produto não deve ser utilizado por nenhuma espécie animal, nem empregado na fabricação de rações. Em ações de fiscalização, os itens devem ser apreendidos.
Riscos à saúde animal e impactos sanitários

De acordo com o CRMV-SP, a utilização de matérias-primas irregulares e contaminadas representa um risco significativo. Animais expostos podem desenvolver intoxicação, com sintomas gastrointestinais, neurológicos e possíveis danos hepáticos ou renais, variando conforme a espécie e a quantidade ingerida.
Em cães e gatos, a atenção deve ser redobrada. O menor peso corporal torna essas espécies mais sensíveis, e pequenas quantidades podem ser suficientes para causar toxicidade, mesmo quando a contaminação não é visível.

Conduta dos médicos veterinários e zootecnistas
Ao identificar o produto para alimentação animal proibido, os profissionais devem agir de forma imediata e responsável para reduzir riscos e garantir a rastreabilidade.
Medidas imediatas recomendadas
- Suspender o uso do produto e isolar os lotes suspeitos
- Impedir o acesso de qualquer animal aos itens interditados
- Registrar formalmente a ocorrência, documentando lotes, locais e possíveis exposições
- Monitorar clinicamente animais que possam ter sido expostos
Havendo risco sanitário ou indícios de infração, o caso deve ser comunicado ao CRMV e aos órgãos estaduais de defesa agropecuária, fortalecendo a atuação integrada entre CFMV/CRMVs, Mapa e autoridades locais.
Rastreabilidade, descarte e prevenção
O descarte ou a devolução do produto deve seguir as orientações do Mapa. Os adquirentes podem devolver o item diretamente ao fabricante, sem necessidade de intermediação do serviço oficial.
Para evitar novos riscos, o CFMV e os CRMVs recomendam que médicos veterinários e zootecnistas redobrem o cuidado na escolha de fornecedores, priorizando insumos regularizados e com rastreabilidade comprovada. A transparência com os proprietários e o rigor técnico são fundamentais para proteger a saúde animal e a segurança de toda a cadeia produtiva.
Fonte CRMV-SP



